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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SONDAGEM NASOGÁSTRICA

Definição:

A Sonda Nasogástrica é um tubo de polivinil que quando prescrito, deve ser tecnicamente introduzido desde as narinas até o estômago. Sua finalidade está associada à maneira com ficará instalada no paciente

Objetivo da Sonda Nasogástrica:

A maneira como ela estará instalada determinará seu objetivo. Pode ser aberta ou fechada.

Sonda Nasogástrica Aberta:

Quando o objetivo é drenar líquidos intra-gástrico, a saber:

- esverdeado: Bile

- borra de café: bile + sangue

- sanguinolenta vivo

- sanguinolento escuro

- amarelado

Podemos exemplificar cirurgias onde no pós operatório se deseja o repouso do sistema digestivo e também em casos de intoxicação exógena, onde o conteúdo ingerido precisa ser removido rapidamente.

Sonda Nasogástrica Fechada

Utilizada com finalidade de alimentação, quando por alguma razão o paciente não pode utilizar a boca no processo de digestão. Ex: câncer de língua, anorexia, repouso pós- cirúrgico.

Material:

Bandeja contendo:

- Sonda Nasogástrica (também chamada de Levine) de numeração 10, 12, 14, 16, 18 (adulto)

- esparadrapo

- xilocaína gel

- gaze

- par de luvas

- seringa de 20cc

-estetoscópio

- copo com água

- toalha de rosto de uso pessoal

Caso a Sonda Nasogástrica seja aberta adicione:

-extensão

- saco coletor.

Técnica:

- explicar a procedimento ao paciente;

- colocá-lo em posição de Fowler;

- colocar a toalha sob o pescoço;

- calçar as luvas;

- abrir a sonda;

- medir o comprimento da sonda: da asa do nariz, ao lóbulo da orelha e para baixo até a ponta do apêndice xifóide. (FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM/ATKINSON).

- marcar o local com o esparadrapo;

- passar xilocaína gel aproximadamente uns 10 cm;

- introduzir a sonda s por uma das narinas;

- flexionar o pescoço aproximando ao tórax, pedindo ao paciente para realizar movimentos de deglutição;

- introduzir a sonda até o ponto do esparadrapo;

- fazer os 3 testes: pegar a ponta da sonda e colocá-la em um copo com água, se borbulhar, retirar a sonda, pois ao invés de estar no estômago, está no pulmão; pegar a ponta da sonda, encaixar a seringa e aspirar se vier líquido, a sonda está no lugar certo; pegar o estetoscópio e auscultar.

   

 

SINAIS VITAIS.

A temperatura corporal é proveniente do calor produzido pela atividade metabólica. Vários processos físicos e químicos promovem a produção ou perda de calor, mantendo o nosso organismo com temperatura mais ou menos constante, independente das variações do meio externo. O equilíbrio entre a produção e a perda de calor é controlado pelo hipotálamo: quando há necessidade de perda de calor, impulsos nervosos provocam vasodilatação periférica com aumento do fluxo sanguineo na superfície corporal e estimulação das glândulas sudoriporas, promovendo a saída de calor. Quando há necessidade de retenção de calor, estímulos nervosos provocam vasoconstrição periférica com diminuição  do sangue circulante local e, portanto, menor quantidade de calor é transportada e perdida na superfície corpórea.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA TEMPERATURA
Fatores que reduzem ou aumentam a taxa metabólica levam respectivamente a uma diminuição ou aumento da temperatura corporal:
-         sono e repouso
-         idade
-         exercícios físicos
-         emoções
-         fator hormonal
-         em jovens, observam-se níveis aumentados de hormônios
-         desnutrição
-         banhos a temperaturas muito quentes ou frias podem provocar alterações transitórias da temperatura
-         agasalhos
-         fator alimentar

TEMPERATURA CORPORAL NORMAL
Em média, considera-se a temperatura oral como a normal 37ºC, sendo a temperatura axilar 0,6ºC mais baixa e a temperatura retal 0,6ºC mais alta.
 
TERMINOLOGIA
Hipotermia: temperatura abaixo do valor normal. Caracteriza-se por pele e extremidades frias, cianoses e tremores;
Hipertermia: aumento da temperatura corporal. É uma condição em que se verifica: pele quente e seca, sede, secura na boca, calafrios, dores musculares generalizadas, sensação de fraqueza, taquicardia, taquipnéia, cefaléia, delírios e até convulsões.

AVALIAÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL
O termômetro deve ser colocado em local onde existam rede vascular intensa ou grandes vasos sanguineos, e mantido por tempo suficiente para a correta leitura da temperatura. Os locais habitualmente utilizados para a verificação são: cavidade oral, retal e a região axilar.

TEMPO DE MANUTENÇÃO DO TERMÔMETRO NO PACIENTE
-         oral: 3 minutos
-         axilar: 03 a 05 minutos
-         retal: 3 minutos

PULSO
Toda vez que o sangue é laçado do ventrículo esquerdo para a aorta, a pressão e o volume provocam oscilações ritmadas em toda a extensão da parede arterial, evidenciadas quando se comprime moderadamente a artéria contra uma estrutura óssea.

LOCAIS DE VERIFICAÇÃO DO PULSO
Normalmente faz-se a verificação do pulso sobre a artéria radial. Artérias mais calibrosas como a carótida e femoral poderão facilitar o controle. Outras artérias, como a temporal, facial, braquial, poplítea e a dorsal do pé também possibilitam a verificação do pulso.

CARACTERISTICAS DO PULSO
-         Freqüência:
Varia de acordo com a idade e o sexo.
VALORES NORMAIS:
Recém nascido                            120 a 140
Lactente                                      100 a 120
Segunda infância e adolescência 80 a 100
Adulto                                            60 a 80
-         Volume
O volume de cada batimento cardíaco é igual em condições normais. Quando se exerce uma pressão moderada sobre a artéria e há certa dificuldade de obliterar a artéria, o pulso é denominado cheio, porém, se o volume é pequeno e a artéria fácil de ser obliterada tem-se o pulso fraco ou fino.
-         Ritmo
O intervalo de tempo entre os batimentos em condições normais é igual, e o ritmo nestas condições é denominado normal ou rítmico. O pulso irregular é chamado arrítmico.

TERMINOLOGIA
-         normocardia: freqüência normal;
-         bradicardia: freqüência abaixo do normal;
-         taquicardia: freqüência acima do normal
-         taquisfigmia: pulso fino e taquicardico;
-         bradisfigmia: pulso fino e bradicárdio.
 
RESPIRAÇÃO
Por meio da respiração é que se efetua a troca de gases dos alvéolos, transformando o sangue venoso rico em dióxido de carbono e o sangue arterial rico em oxigênio. O tronco cerebral é a sede do controle da respiração automática, porém recebe influencias do córtex cerebral, possibilitando também, em parte, um controle voluntário. Certos fatores, como exercícios físicos, emoções, choro, variações climáticas, drogas podem provocar alterações respiratórias.

VALORES NORMAIS
Recém nascido: 30 a 40 por minuto
Adulto: 14 a 20 por minuto

TERMINOLOGIA
-         bradpnéia: freqüência respiratória abaixo do normal;
-         taquipnéia: freqüência respiratória acima do normal;
-         dispnéia: dificuldade respiratória;
-         ortopnéia: respiração facilitada em posição vertical;
-         apnéia: parada respiratória;
-         respiração de Cheyne Stokes: caracteriza-se por aumento gradual na profundidade, seguido por decréscimo gradual na profundidade das respirações e, após, segue-se um período de apnéia.
-         Respiração estertorosa: respiração ruidosa.

PRESSÃO ARTERIAL
A pressão arterial reflete a tensão que o sangue exerce nas paredes das artérias. A medida da pressão arterial compreende a verificação da pressão máxima ou sistólica e a pressão mínima ou diastólica.
A pressão sistólica é a maior força exercida pelo batimento cardíaco; e a diastólica, a menor.

A PRESSÃO ARTERIAL DEPENDE DE:
-         Débito cardíaco: representa a quantidade de sangue ejetado do ventrículo esquerdo para o leito vascular em um minuto.
-         Resistência vascular periférica: determinada pelo lúmen (calibre), pela elasticidade dos vasos e pela viscosidade sanguinea.
-         Viscosidade do sangue: decorre das proteínas e elementos figurados do sangue.
A pressão sanguinea varia ao longo do ciclo vital, assim como ocorre com a respiração, temperatura e pulso.

VALORES NORMAIS
Em individuo adulto, são considerados normais os seguintes parâmetros:
-         pressão sistólica: de 90 a 140 mmhg
-         pressão diastólica: de 60 a 90 mmhg

TERMINOLOGIA
-         hipertensão arterial: significa pressão arterial elevada;
-         hipotensão arterial: pressão arterial abaixo do normal

LOCAIS PARA VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
-         nos membros superiores, através da artéria braquial;
-         nos membros inferiores, através da artéria poplítea.

MENSURAÇÃO DA ALTURA E DO PESO
A altura e o peso normalmente são verificados quando existe solicitação médica, não sendo incluídos como medidas de rotina na maioria das unidades de internação. A verificação da altura e do peso é muito importante, em pediatria, endocrinologia, nefrologia. Em certas condições patológicas, como no edema, o controle de peso é fundamental para subsidiar a conduta terapêutica.

TERMINOLOGIA
-         obesidade: aumento de tecido adiposo devido ao excessivo armazenamento de gordura;
-         caquexia: estado de extrema magreza, desnutrição.

OBSERVAÇÕES
-         pesar, de preferência sempre no mesmo horário;
-         pesar com mínimo de roupa;
-         pesar, se possível, antes do desjejum.

Dor: O Quinto Sinal Vital.
- Escalas unidimensionais
As escalas unidimensionais de dor, nas quais o paciente é questionado para descrever a intensidade de sua dor, podem ser de três tipos:

1. visual analógica: o paciente, através de uma régua, indica a intensidade de sua dor; em uma extremidade tem-se “ausência de dor” e na outra “a pior dor possível” (fig. 1).



2. numérica: o paciente quantifica a intensidade de sua dor em uma escala de 0 a 10.

3. categórica: o paciente classifica a sua dor como ausente, leve, moderada ou severa.

Estas escalas são confiáveis e válidas e podem ser usadas em associação com as recomendações analgésicas da OMS.(10) Trata-se de escalas que são freqüentemente empregadas em ambientes clínicos por serem de aplicação fácil e rápida. Particularmente, as escalas numérica e categórica são fáceis para os pacientes e, em geral, podem ser usadas para avaliar a severidade da dor tanto em ambulatórios quanto em hospitais. A escala categórica é facilmente entendida até mesmo por aqueles pacientes com déficit cognitivo.

- Escalas multidimensionais
Ferramentas de avaliação de dor detalhadas foram desenvolvidas para auxiliar o especialista a medir e avaliar o efeito da dor no humor, nas atividades diárias e na qualidade de vida - propriedades estas que a escala unidimensional não consegue detectar.(11) Entretanto, as escalas multidimensionais são mais difíceis para o paciente completar e, além disso, a influência da dor na vida do indivíduo pode ser avaliada por um histórico detalhado. Elas devem ser reservadas para situações específicas, como estudos científicos.

Algumas escalas multidimensionais incluem indicadores fisiológicos, comportamentais, contextuais e, também, os auto-registros por parte do paciente. Um exemplo é o Questionário de McGill, que utiliza palavras como descritores para a avaliação dos componentes sensorial, afetivo e avaliativo da dor.(12) Escalas de palavras afetivas que descrevem a experiência da dor são incluídas no questionário e podem detectar sinais de depressão.

Em resumo, atualmente a dor é considerada um sinal vital tão importante quanto os outros e deve sempre ser avaliada num ambiente clínico para se empreender um tratamento ou conduta terapêutica. A eficácia do tratamento e o seu seguimento dependem de uma avaliação e mensuração da dor confiável e válida.

Dada essa ênfase na mensuração e na avaliação da dor, entendemos que todas as escolas da área de saúde deveriam, urgentemente, implementar, em suas estruturas curriculares, disciplinas ou cursos com o propósito de ensinar e disseminar o uso desses instrumentos e/ou escalas de avaliação e mensuração da dor. 

MECÂNICA CORPORAL.

A boa mecânica corporal começa com a postura adequada. Existem sete posições BÁSICAS para o paciente acamado.

1- decúbito dorsal horizontal;

2- decúbito ventral;

3- decúbito lateral direito;

4- decúbito lateral esquerdo;

5- semi decúbito de fowler;

6- posição de sims;

7- posição sentado.

Outras posições:

- ginecológica;

- litotomia;

- genu- peitoral;

- trendelemburg;

- ereta.

LIMPEZA DE UNIDADE.

1. Limpeza diária ou concorrente

Entende-se por limpeza concorrente a higienização  diária de todas as  áreas do hospital, com o objetivo da manutenção do asseio, reposição de materiais de consumo como: sabão líquido, papel toalha, papel higiênico, saco para lixo. Inclui:

Limpeza de piso, remoção de poeira do mobiliário e peitoril, limpeza completa do sanitário;

Limpeza de todo o mobiliário da unidade (bancadas, mesa, cadeira), realizada pela equipe da unidade (ou pela equipe da higienização, quando devidamente orientada).

Obs.:

• A limpeza das superfícies horizontais deve ser repetida durante o dia, pois há acúmulo de partículas existentes no ar ou pela movimentação de pessoas;

• A limpeza ou desinfecção concorrente do colchão deve ser feita no período da manhã, durante a higiene do paciente.

Técnica:

Inicia-se do local mais limpo para o local mais sujo, ou do local menos contaminado de acordo com o “provável nível de sujidade ou contaminação”.

1º. Mobiliários;

2º. Parede;

3º. Piso.

Materiais: Baldes, panos e solução apropriada.

• Embeber o pano em solução apropriada;

• Esfregar a área a ser limpa sempre no mesmo sentido, do mais limpo ao mais sujo;

• Molhar o outro pano em água limpa (2º balde) e enxaguar;

• Molhar com o 3º pano no álcool e aplicar na superfície, deixar secar; 

• Friccionar com o 4º pano por 15 segundos em cada ponto;

• Limpar e guardar o material.

2. Limpeza ou desinfecção terminal

Entende-se por limpeza terminal a higienização completa das áreas do hospital e, às vezes, a desinfecção para a diminuição da sujidade e redução da população microbiana. É realizada de acordo com uma rotina pré-estabelecida, habitualmente, uma vez por semana ou quando necessário.

Além da limpeza da unidade outros mobiliários e equipamentos, que têm contato direto com o paciente, também devem ser limpos sempre que utilizados

(cadeira de rodas, maca e outros).

Consiste no método de limpeza ou desinfecção de mobiliário e material que compõem a unidade do paciente no hospital. É feita após a alta, transferência, óbitos ou longa permanência do paciente.

Executar a técnica com movimentos firmes, longos e em uma só direção.

Seguir os princípios:

• Do mais limpo para o mais sujo;

• Da esquerda para direita;

• De cima para baixo;

• Do distal para o proximal.

Utilizar um balde e um pano para ensaboar e outro balde e pano para enxaguar, deixando quase seco. No caso de desinfecção passar a solução uma vez.

Técnica:

Materiais: bandeja, 2 baldes com água e recipiente com pedaço de sabão

(para limpeza da unidade), 1 balde com solução desinfetante padronizada no hospital (para desinfecção da unidade), cuba-rim para lixo, papel toalha, luva de procedimentos. 

• Retirar a roupa, separando a leve da pesada, manuseando-a com cuidado, fazer um pacote e colocá-lo sobre a bandeja. Levar a roupa ao expurgo;

• Se houver comadre, papagaio, bacia e cuba-rim no quarto, enxaguar no banheiro e levar para o expurgo, lavá-las com água e sabão, secar e passar álcool 70%;

• Colocar a luva de procedimentos;

• Limpar a mesa de refeição;

• Limpar suporte de soro;

• Limpar a mesa de cabeceira, iniciar pela área externa (parte superior, laterais, atrás e frente), parte interna da gaveta (iniciando pelo fundo, laterais, chão e frente) e parte externa da gaveta (limpar apenas laterais). Parte interna da porta.

Parte interna da mesinha (iniciar pelo teto, fundo, laterais, prateleira do meio e parte inferior). Manter a porta fechada;

• Limpar um dos lados do travesseiro colocando o lado já limpo sobre a mesa de cabeceira, e proceder à limpeza do outro lado;

• Abrir o impermeável sobre o colchão e limpar a parte exposta, dobrar e limpar a outra parte exposta, colocando-a sobre o travesseiro;

• Limpar a face superior e lateral do colchão, no sentido da cabeceira para os pés;

• Colocar o colchão sobre a guarda aos pés da cama, expondo a metade inferior do estrado aos pés da cama e a metade posterior do colchão;

• Lavar cabeceira, grades e a parte exposta do estrado;

• Dobrar o colchão dos pés da cama para a cabeceira, limpando a parte inferior do estrado aos pés da cama e a metade posterior do colchão;

• Acionar a manivela para limpar a parte posterior do estrado nos pés da cama;

• Abaixar o estrado e colocar o colchão no lugar, na posição horizontal;

• Limpar os quatro pés da cama;

• Colocar sobre o colchão o impermeável e o travesseiro;

• Proceder a limpeza da cadeira, e a escadinha;

• Recolher o material utilizado e lavá-lo, retirar as luvas e lavar as mãos.

3. Limpeza e desinfecção dos artigos hospitalares

Os artigos hospitalares são manejados dentro do hospital como ferramentas para realização de diagnósticos e tratamentos, ou apoio para esses procedimentos.

Necessitam de controle apurado para o manejo, a fim de não comprometer a vida do paciente, disseminando a infecção hospitalar.

As ações que se realizam com estes artigos dependem de sua área de contato e do tipo de artigo hospitalar, realizando as limpezas simples, desinfecções e esterilizações.

As desinfecções de artigos hospitalares são realizadas de acordo com a classificação feita por SPAULDING, há mais de 2 décadas, os artigos hospitalares são classificados em: Críticos, Semicríticos e Não-críticos, baseado no grau de risco de infecção do uso destes itens.

Os artigos críticos são aqueles destinados a penetração, através de pele e mucosas, que entram em contato com tecidos estéreis do corpo humano, isentos de colonização. Exemplo: agulhas, materiais cirúrgicos, cateteres cardíacos e outros.

Os artigos semicríticos são aqueles que entram em contato com mucosas integras ou pele lesada. Exemplo: circuitos de terapia respiratória, endoscópios, tubos endotraqueais.

Os artigos não-críticos são aqueles que entram em contato apenas com a pele íntegra do paciente ou não entram em contato com ele. Exemplo: o material usado para higienização, termômetro, esfigmomanômetro, oxímetro de pulso, comadre, papagaio, entre outros.

Para os artigos não-críticos basta a limpeza com procedimento mínimo. Por limpeza entende-se a completa remoção da sujidade presente nos artigos, utilizando água, detergente e ação mecânica. Utilizando água morna e detergente enzimático potencializa-se a efetividade da limpeza.

Para os artigos semicríticos, além da limpeza, há a necessidade de complementar com a termodesinfecção ou desinfecção química de nível intermediário, no mínimo. A termodesinfecção faz-se por meio das lavadoras termodesinfectoras, que possuem programas que operam em temperaturas variadas como as de 70°C, 85°C, 92°C, 95°C, respectivamente, a um tempo de exposição decrescente. A desinfecção química pode ser feita imergindo o material em soluções à base de glutaraldeído a 2% por 20 a 30 minutos, ou ácido peracético a 0,2% por 10 minutos, atentando-se para indicações e contra-indicações para cada material.

Estas duas soluções garantem a desinfecção de alto nível, ou seja, além de virucida, bactericida, fungicida e micobactericida, é também parcialmente esporocida. Já outros germicidas como o álcool a 70%, hipoclorito de sódio a 1% e fenol sintético, são desinfetantes químicos sem ação esporocida, porém adequados para processar os artigos semicríticos, por serem desinfetantes de nível intermediário (virucida, bactericida, fungicida e micobactericida).

Para os artigos críticos, a esterilização é o procedimento aceito. Se o artigo for termorresistente, a autoclavação com pré-vácuo é o processo imbatível, pois é seguro, rápido, econômico, não-tóxico, e que permite ser seguramente monitorizado.

Se o artigo for termossensível, há que se recorrer à esterilização gasosa automatizada, por meio de óxido de etileno, plasma de peróxido de hidrogênio ou vapor à baixa temperatura com o gás formaldeído.

LAVAGEM DAS MÃOS.

As mãos devem ser lavadas antes e após todo e qualquer procedimento. É a lavagem das mãos o cuidado que evita infecção cruzada, ou seja, a veiculação de microorganismos:
- de um paciente para o outro;
- de um paciente para o profissional;
- de utensílios permanentes para o profissional ou para o paciente ( camas, telefone, etc);
Podemos citas que a lavagem das mãos tem por finalidade:
- diminuir o número de microorganismos;
- eliminar sujidades, substâncias tóxicas e medicamentosas;
- evitar disseminação de doenças;
- proteger a saúde do profissional.
Técnica
Material:
- sabão de preferência líquido
- toalha de papel.
1- abrir a torneira;
2- molhar as mãos;
3- passar o sabão;
4- friccionar bem;
5- passar as mãos ensaboadas na torneira;
6- conservá-la aberta;
7- proceder assim:
- palma com palma;
- palma no dorso (incluso entre os dedos);
- dorso na palma (incluso entre os dedos);
- ponta dos dedos em concha e vice-versa;
- polegares;
- costas das mãos;
- unhas;
8- enxaguar;
9- com as mãos em concha, jogar água na torneira;
10- pegar o papel toalha;
11- secar as mãos;
12- com o papel, secar a torneira e fechá-la.

CURATIVOS.

Definição: é o tratamento de uma lesão aberta.

Finalidades:

- isolar o ferimento do exterior, impedindo a contaminação

- proteger contra traumatismo externos, amortecendo os choques

- absorver as secreções

- facilitar a cicatrização

Material necessário:

Bandeja contendo:

- pacote de curativo (2 pinças dente de rato e 1 kocher)

- cuba rim

- frasco com soro fisiológico

- frasco com povidine tópico

- atadura de crepe se necessário

- pomada se prescrito

- luva

- esparadrapo ou micropore

- gaze

Técnica

1- limpar e prepara a bandeja com álcool 70%

2- lavar as mãos

3- levar o material para junto do paciente

4- abrir o pacote sobre a mesa de cabeceira, dispor o material com técnica de forma a não cruzar o campo estéril

5- colocar as gazes no campo, abrindo o pacote de gaze com técnica

6- desprender o esparadrapo, limpando todas as marcas da pele

7- descobrir o local do curativo

8- retirar o curativo sujo existente, colocar na cuba rim

9- proceder a limpeza do ferimento, com a pinça montada com gaze embebido em solução prescrita. Seguir os princípios do menos contaminado para o mais contaminado.

10- observar as condições da lesão

11- aplicar a solução prescrita, em caso de pomada usar sobre a gaze distribuindo com uma espátula

12- cobrir o local com gaze

13- fixar o curativo com tiras de esparadrapo ou micropore

14- desprezar o material contaminado

15- deixar o paciente confortável

16- cuidar do material usado

17- lavar as mãos

18- anotar no prontuário do paciente, hora, local do ferimento, solução e medicamento usado, aspecto e grau de cicatrização.

Ferimento limpo: limpa-se de dentro para fora

Ferimento sujo: limpa-se de fora para dentro

CUIDADOS COM O CORPO APÓS A MORTE.

Objetivos:

- preparar o corpo para o funeral;
- preparar o corpo para autópsia;
- facilitar a identificação do corpo.


Após a constatação do óbito:

- observar a hora;
- fechar os olhos do morto;
- retirar da cama travesseiro e roupas extras;
- cobrir o corpo com um lençol.


Material:

- algodão;
- atadura de crepe;
- pinça longa;
- esparadrapo;
- etiquetas de identificação ( 3 ou 4 etiquetas);
- cuba rim;
- luva de procedimento;
- 2 lençóis;
- bacia com água e luva de banho se necessário.

Procedimentos:

1. Prestar assistência à família;

2. Colocar o paciente em posição anatômica, elevando ligeiramente a cabeça;

3. Fechar os olhos com benzina ou éter;

4. Desligar aparelhos e soros conectados ao paciente;

5. Proceder a higienização do corpo;

6. Vestir o corpo com roupa pessoal, recolocar próteses dentárias. Fixar mandíbula com ataduras;

7. Cobrir o corpo com lençol;

8. Identificar o corpo com impresso próprio;

9. Encaminhar o corpo ao necrotério;

10. Entregar pertences para a família

CATATERISMO VESICAL.

Conceito: é a introdução de uma sonda até a bexiga a fim de retirar a urina.


Indicações:

- quando o paciente está impossibilitado de urinar

- colher urina asséptica para exames

- preparo pré-parto, pré-operatório e exames pélvicos (quando indicados)

- incontinência urinária.

Material

Bandeja contendo:

- pacote de cateterismo estéril com:

- cuba rim

- cúpula

- pinça kocher

- 5 gazes dobradas

seringa de 20cc (a seringa no caso masculino serve para lubrificar a mucosa da uretra introduzindo Xilocaína gel e também aliviando a dor na sondagem vesical, também casos de sondagem em que há presença de coágulos como por exemplo em paciente com infecção do trato urinário, ou lesão de bexiga, a seringa pode ser utilizada para aspirar os coágulos e permitir a passagem da urina....)

- um pacote de luva estéril

- sonda vesical apropriada estéril

- frasco com povidine tópico

- lubrificante (xilocaína gel)

Acessório (quando houver necessidade)

- comadre coberta

- biombo

- material para lavagem externa

- seringa com água destilada

- extensão de sonda mais saco coletor

- esparadrapo

- agulha de aspiro

Técnica

1- explicar ao paciente o que será feito

2- preparar o material

3- preparar o ambiente

- desocupar a mesa de cabeceira

- cercar a cama com biombo

- fazer lavagem externa

Tudo conforme as condições e necessidades do paciente

4- lavar as mãos

5- colocar a bandeja com o material na mesa de cabeceira

6- abrir o pacote de cateterismo junto ao paciente, despejando o produto para anti-sepsia na cúpula (povidine), com técnica asséptica,

7- abrir o pacote da sonda indicada e colocar junto a cuba rim, sem contaminar

8- colocar o lubrificante sobre uma das gazes do pacote

9- posicionar o paciente. A posição ginecológica para o sexo feminino e decúbito dorsal com as pernas juntas, para o sexo masculino

10- calçar as luvas

11- posicionar o material adequadamente e lubrificar a ponta da sonda com a mão enluvada

12- fazer a anti-sepsia com a pinça montada da seguinte forma:

para o sexo feminino:

- separa os pequenos lábios com o polegar e o indicador de uma mão e não retirar a mão até introduzir a sonda

- passar uma gaze molhada no anti-séptico entre os grandes e pequenos lábios do lado distal de cima para baixo em um só movimento (clitóris, uretra, vagina)

- pegar outra gaze e fazer o mesmo do lado proximal

- umedecer a última gaze e passar sobre o meato urinário.

 

para o sexo masculino:

- fazer anti-sepsia na glande com a pinça montada com gaze umedecida no anti-séptico, afastando com o polegar e o indicador da mão esquerda o prepúcio que cobre a glande, por último passar uma gaze com anti-séptico no meato urinário.

13- pegar a sonda com a mão direita e introduzir no meato urinário, deixar a outra extremidade dentro da cuba rim, verificando a saída da urina.

   

CALCANDO LUVA ESTÉRIL.

O procedimento de calçar um par de luvas estéril requer técnica correta, para evitar a contaminação da luva, fato este que pode ocorrer com facilidade, por isso requer muita atenção.

As luvas estéreis devem ser utilizadas sempre que ocorrer a necessidade de manipulação de áreas estéreis. Existem vários procedimentos que exigem a utilização de luvas estéreis, entre eles os procedimentos cirúrgicos, aspiração endotraqueal, curativos extensos, que se tornam difíceis realizar somente com o material de curativo.

Resumindo, em qualquer ocasião que for necessário o auxílio manual em locais estéreis ou em lesões, usa-se as luvas esterilizadas.

Podem ser encontradas nos tamanhos P, M ou G, ou até mesmo em tamanhos numerados como 6.0, 6.5, 7.0 até 9.0. E pode variar de acordo com o fabricante.

Após realizar a lavagem correta das mãos, abra o pacote de luvas sobre uma superfície limpa, à altura confortável para sua manipulação.

Observe que existem abas nas dobras internas da embalagem das luvas.

Elas existem para facilitar a abertura do papel, sem que ocorra o risco de tocar nas luvas e contaminá-las. Então, segure nas abas abra os dois lados que revestem as luvas, conforme a figura abaixo.

As luvas estão dispostas corretamente a sua frente, onde: a luva da mão direita está a sua direita, e a luva da mão esquerda, está a sua esquerda. Isso na maioria dos fabricantes. A maioria das luvas não tem lado anatômico, mas ficam dispostas nesse sentido, devido a dobra existente do polegar.

Agora, prepare-se para calçar a luva na mão dominante. Com sua mão nãodominante, segure a luva pela face interna da luva (que vem dobrada propositalmente).

Lembre-se: enquanto você estiver sem luvas, segure apenas pela face onde a luva irá entrar em contato com sua pele, ou seja, face interna.

Agora, introduza os dedos da mão dominante, calmamente, procurando ajustar os dedos internamente. Realize esta etapa da melhor maneira possível, mas não se preocupe se os dedos ficarem mal posicionados dentro da luva. Continue o procedimento mesmo com os dedos posicionados de forma errada (é muito arriscado tentar arrumar a posição dos dedos, você pode contaminá-la).

Após esta etapa, introduza até que sua mão entre completamente na luva, sempre a segurando pela face interna.

Agora que você colocou a primeira luva estéril (na mão dominante), vamos colocar a luva na mão esquerda (não-dominante). Lembre-se, que agora estamos com uma luva estéril na mão dominante, não podemos tocar em lugares que não sejam estéreis, sejam eles a nossa pele, superfícies ou objetos ao nosso redor. Com a mão dominante (enluvada), segure a outra luva pela face externa (ou seja, por dentro da dobra existente). Esta dobra existente no punho da luva servirá de apoio para segurar a luva, sem que ocorra o risco de contaminar a luva, mesmo que imperceptivelmente.

Sempre segurando pela dobra do punho da luva, introduza calmamente sua mão esquerda (não-dominante) na luva, semelhante ao realizado na primeira, mas agora, com a cautela de não tocar com a luva na pele da mão esquerda ou em locais não-estéreis.

Siga esta etapa, até introduzir toda a mão esquerda na luva.

Agora, havendo a necessidade de posicionar os dedos corretamente, ou até mesmo melhorar o calçamento da luva, faça com ambas as luvas, porém evite manipular a luva na região dos punhos, caso esta não possua mais as dobras de segurança.

BANHOS.

Tipos:

1- Aspersão - banho de chuveiro;

2- Imersão - banho na banheira;

3- Ablução - jogando pequenas porções de água sobre o corpo;

4- No leito - usado para pacientes acamados em repouso absoluto.

Objetivos:

- limpeza da pele e conforto do paciente;

- estímulo a circulação e prevenção de úlceras de pressão.

Material:

- material para higiene oral;

- bacia;

- balde;

- jarro com água morna;

- material para lavagem externa;

- luva de banho;

- sabonete;

- roupa de cama e de uso do paciente;

- luva de procedimento.

Cuidados importantes

- Retirar todo sabão ao enxaguar e enxugar corretamente para evitar irritação da pele (principalmente da região genital).

- Sempre que possível, orientar e estimular à higiene.

- Manter o diálogo e respeitar a privacidade.

ARRUMAÇÃO DE CAMA

1 - Cama Simples

- aberta- com doente
- fechada- sem doente

2- Cama com paciente

3- Cama de operado

Material necessário

- dois lençóis grandes

- um lençol móvel

- uma colcha

- uma fronha

- cobertor se necessário

Objetivos:

- Conforto do paciente

- Estética da enfermaria

Técnica

1- Colocar a roupa na cadeira ao lado da cama, na ordem que vai ser usada.

2- Soltar a roupa de cama, iniciando pelo lado distal, retirando uma peça de cada vez. Voltando as pontas para dentro e colocando no hamper.

3- Colocar a fronha no travesseiro, deixando-o sobre a cadeira.

4- Estender o lençol protetor do colchão.

5- Estender o lençol móvel.

6- Estender o lençol normal.

7- Estender o cobertor e a colcha.

8- Fazer a dobra da cabeceira se a cama for aberta.

9- Colocar o travesseiro sobre a cama.

10- Passar para o outro lado da cama, complementando-a.

11- Ajeitar o travesseiro.

Observações:

- se o paciente tiver incontinência urinária ou em caso de puérpera, acrescenta-se um impermeável sob o lençol móvel.

- quando o leito estiver vago, o lençol de cima ficará esticado e o travesseiro de pé encostado no espaldar da cama.

Cama com paciente


a)- Deve ser feita evitando cansar o paciente, o qual deve ser afastado para o lado contrário aquele em que se está trabalhando.

- O paciente ficará em decúbito lateral ou dorsal, conforme seu estado.

b)- Pode ser feito por duas pessoas para ser mais rápido e segurar o paciente em caso grave.

c)- Terminando de arrumar um lado o paciente deve ser trazido para o lado arrumado, coberto com lençol limpo.

d)- Assim que arrumar o outro lado, fará o paciente se acomodar no centro da cama com todo conforto.

e)- Geralmente a arrumação de cama é feita após o banho de leito.

Cama de Operado

- é feita para aguardar o paciente que vem da cirurgia ou de exames sob anestesia.

- É feita a cama simples, acrescentando um lençol em forma de leque na cabeceira e o lençol de cima com cobertor e colcha do lado da porta e nos pés deve ser dobrado sobre a cama, facilitando a entrada do paciente.