quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Empresa ganhará R$ 278 mil para reformar Samu.

ENFERMAGEM ATIVA

A empresa Carmo Ferreira Construções venceu a licitação, no valor de R$ 278,9 mil, para a ampliação e reforma da central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), situada na rua Ched Sacaffi, esquina com a rua Pedro Goes, na Vila Itália, em Rio Preto. O prazo de entrega é de 180 dias.

A Central de Regulação Médica é essencial para o funcionamento do Samu em 12 cidades da região que estão esperando o serviço para atender a população. Dentre elas, Cedral, José Bonifácio, Mirassol, Monte Aprazível, Nova Granada, Palestina, Tanabi, Ibirá e Icém (e outras três que não foram reveladas pelo Ministério da Saúde), receberam as ambulâncias zero quilômetros entre março e outubro do ano passado, ainda paradas.

O prazo proposto por Rio Preto pode causar problemas aos municípios, pois o ministério enviou um comunicado para que os veículos entrem em funcionamento até dezembro, se não poderão ser retirados e enviados a outras regiões. Porém, o secretário de Saúde de Rio Preto, José Victor Maniglia, informou que não haverá problemas. “Já comunicamos (o ministério) sobre o atraso e asseguramos que a Base Regional será colocada em prática no tempo determinado.”

Ele também afirmou que a situação será regularizada. “Faremos tudo que for necessário, porém é demorado. Dependemos da construtora em cumprir o contrato. Às vezes eles pedem prorrogação, e temos que ter paciência. Isso está acontecendo em quase todos os Samus do Estado”, afirmou o secretário. Maniglia disse que já existe um grupo de funcionários designados para a central e que se necessário contratar mais.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

SÍNDROME DE PRADER-WLLI.




Síndrome de Prader-Willi




A síndrome de Prader-Willi é uma doença genética que afeta o desenvolvimento da criança, resultando em obesidade, estatura reduzida e baixo tônus muscular (hipotonia). Os portadores apresentam dificuldades de aprendizagem e problemas comportamentais, entre eles depressão, episódios de violência, mudanças repentinas de humor, impulsividade, agitação e obsessões por determinadas idéias ou atividades. Descrito pela primeira vez em 1956, o distúrbio é considerado hoje a principal causa de obesidade com origem genética.

Características clínicas
Durante o período neonatal e a primeira infância, a enfermidade caracteriza-se por diferentes graus de hipotonia. Bebês com a síndrome de Prader-Willi apresentam baixo índice de vitalidade (freqüência cardíaca baixa, respiração fraca ou irregular, movimentos lentos etc), dificuldade de sugar, baixa temperatura corporal (hipotermia) e choro fraco. Além disso, são pouco ativos e dormem a maior parte do tempo. Uma vez diagnosticada a doença, a criança pode ser alimentada por meio de sonda gástrica durante vários meses, até que seu controle muscular melhore.
O enfraquecimento do tônus muscular, entretanto, não é progressivo e começa a estabilizar-se por volta dos 8 aos 11 meses de idade. A criança fica mais alerta, seu apetite aumenta e ela ganha peso. A obesidade surge, aproximadamente, entre 1 e 6 anos de idade, o que pode representar um marco para o início da segunda fase da doença.
Nesta etapa, o portador da síndrome de Prader-Willi apresenta atraso no desenvolvimento neuromotor (demora para começar a sentar, engatinhar e caminhar), dificuldade na articulação de palavras, problemas de aprendizagem, constante sensação de fome e interesse por comida (hiperfagia), obesidade, inatividade e diminuição da sensibilidade à dor. As características físicas são baixa estatura, mãos e pés pequenos, pele mais clara que os pais, boca pequena com o lábio superior fino e inclinado para baixo nos cantos da boca, fronte estreita, olhos amendoados e estrabismo.
Algumas crianças de 3 a 5 anos podem desenvolver problemas de personalidade, como depressão, violência, alterações repentinas de humor, pouca interação com outras pessoas, imaturidade, comportamento social impróprio, irritabilidade, teimosia, hábito de mentir, desobediência ou falta de cooperação, impulsividade, agitação, choro sem razão, rejeição à mudanças na rotina e obsessão por alguma idéia ou atividade. Por outro lado, costumam apresentam grande habilidade para montar quebra-cabeças.

Incidência e causas
A incidência da síndrome de Prader-Willi é de aproximadamente um caso em cada 10 mil a 30 mil nascimentos. A doença é geralmente esporádica: poucos são os casos relatados de ocorrência entre membros da mesma família. Entretanto, é importante investigar o mecanismo genético que originou a síndrome, já que o risco de recorrência do distúrbio varia de 1% a 50%.
A doença tem origem genética. Da mesma forma que na síndrome de Angelman, os portadores apresentam ausência de determinada região do cromossomo 15. Na síndrome de Prader-Willi, porém, a parte ausente é de origem paterna, e não materna, como ocorre na de Angelman. Como resultado, o indivíduo não apresenta a expressão de uma informação genética transmitida pelo pai.
O diagnóstico é feito por meio do teste genético, capaz de identificar a ausência da contribuição paterna no cromossomo 15. As técnicas atuais permitem detectar 99% dos casos. Estudos mostram que essa avaliação é bastante eficaz para o diagnóstico precoce em recém-nascidos com hipotonia. Além disso, o exame é útil para diferenciar a síndrome de outras doenças em que crianças e adolescentes apresentam retardo mental e obesidade.

Diagnóstico precoce
É importante detectar o distúrbio precocemente, para que os pais tenham a oportunidade de oferecer às crianças dietas apropriadas e estimular nelas hábitos adequados de alimentação e atividade física. Dessa forma, é possível evitar problemas relacionados à obesidade, como diabetes, hipertensão e dificuldades respiratórias, que são as principais causas de morte dos portadores da síndrome na adolescência. Além disso, o diagnóstico precoce permite que a criança tenha acesso antecipado à ajuda de profissionais, como pedagogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.
Na adolescência, o cuidado com a alimentação pode fugir ao controle da família. Os pacientes costumam usar sua perspicácia para conseguir comida e tornam-se agressivos quando o alimento lhes é negado. O portador e seus familiares precisam de suporte psicológico, que deve ser iniciado na infância e continuar até a vida adulta do indivíduo. Nesta fase, o maior problema passa a ser o controle de peso e de comportamento do paciente, que pode apresentar períodos de irritabilidade e até surtos psicóticos.
Geralmente, a identificação da síndrome ocorre somente após a manifestação da obesidade. Para que possa ser oferecida uma melhor qualidade de vida aos portadores, sugere-se que o teste genético seja requisitado em recém-nascidos e lactentes com hipotonia e dificuldade de sucção e algumas das características referentes à aparência física (fenotípicas) do distúrbio. Dessa maneira, pode-se conseguir o diagnóstico precoce e evitar métodos de investigação clínica mais invasivos e de difícil interpretação, como a eletroneuromiografia e a biópsia muscular.
Além disso, muitos efeitos indesejáveis dos sintomas da doença podem ser amenizados com o diagnóstico correto, que proporciona a chance de intervenções terapêuticas e educacionais. O conhecimento da família sobre a síndrome permite a busca de um espaço inclusivo, seguro, assistido e estimulador para o paciente se desenvolver e de um acompanhamento de saúde e educação adequados.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SAMU-192-(Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência tem por finalidade prestar socorro à população em casos de emergência. O serviço funciona 24 horas por dias com equipes de profissionais de saúde em atendimento a residências, locais de trabalho e vias públicas.

Coordenador
Paulo Spada

Endereço
Rua Chede Scaff com a rua Pedro Góes - Vila Itália

Horários de Funcionamento
Atendimento 24h

Contatos
Telefone: (17) 3234 1415
E-mail
: samu@riopreto.sp.gov.br

Atendimento
Como acionar o serviço

- Por meio de ligação gratuita ao número 192

Como funciona o serviço
- A ligação será atendida por técnicos de regulação que identificam a emergência e, se necessário, transferem a ligação para o médico regulador. Esse profissional é responsável pelo diagnóstico da situação, orientando no mesmo instante o paciente ou pessoa que originou a chamada sobre as primeiras ações a serem desencadeadas. Ao mento tempo, o médico regulador avalia o melhor procedimento para o paciente que pode ser procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência, enviar uma ambulância de suporte básico com enfermeiro e socorrista para o local ou a Unidade de Terapia Móvel (UTI), com médico e enfermeiro nas situações de maior gravidade

Quando chamar o SAMU
- Acidentes com vítimas
- Acidentes com produtos perigosos
- Casos de intoxicação
- Choque elétrico
- Crise hipertensiva
- Maus tratos
- Problemas cardio-respiratórios
- Quadros infecciosos
- Tentativa de suicídio
- Trabalho de parto

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

SONDAGEM NASOGÁSTRICA

Definição:

A Sonda Nasogástrica é um tubo de polivinil que quando prescrito, deve ser tecnicamente introduzido desde as narinas até o estômago. Sua finalidade está associada à maneira com ficará instalada no paciente

Objetivo da Sonda Nasogástrica:

A maneira como ela estará instalada determinará seu objetivo. Pode ser aberta ou fechada.

Sonda Nasogástrica Aberta:

Quando o objetivo é drenar líquidos intra-gástrico, a saber:

- esverdeado: Bile

- borra de café: bile + sangue

- sanguinolenta vivo

- sanguinolento escuro

- amarelado

Podemos exemplificar cirurgias onde no pós operatório se deseja o repouso do sistema digestivo e também em casos de intoxicação exógena, onde o conteúdo ingerido precisa ser removido rapidamente.

Sonda Nasogástrica Fechada

Utilizada com finalidade de alimentação, quando por alguma razão o paciente não pode utilizar a boca no processo de digestão. Ex: câncer de língua, anorexia, repouso pós- cirúrgico.

Material:

Bandeja contendo:

- Sonda Nasogástrica (também chamada de Levine) de numeração 10, 12, 14, 16, 18 (adulto)

- esparadrapo

- xilocaína gel

- gaze

- par de luvas

- seringa de 20cc

-estetoscópio

- copo com água

- toalha de rosto de uso pessoal

Caso a Sonda Nasogástrica seja aberta adicione:

-extensão

- saco coletor.

Técnica:

- explicar a procedimento ao paciente;

- colocá-lo em posição de Fowler;

- colocar a toalha sob o pescoço;

- calçar as luvas;

- abrir a sonda;

- medir o comprimento da sonda: da asa do nariz, ao lóbulo da orelha e para baixo até a ponta do apêndice xifóide. (FUNDAMENTOS DE ENFERMAGEM/ATKINSON).

- marcar o local com o esparadrapo;

- passar xilocaína gel aproximadamente uns 10 cm;

- introduzir a sonda s por uma das narinas;

- flexionar o pescoço aproximando ao tórax, pedindo ao paciente para realizar movimentos de deglutição;

- introduzir a sonda até o ponto do esparadrapo;

- fazer os 3 testes: pegar a ponta da sonda e colocá-la em um copo com água, se borbulhar, retirar a sonda, pois ao invés de estar no estômago, está no pulmão; pegar a ponta da sonda, encaixar a seringa e aspirar se vier líquido, a sonda está no lugar certo; pegar o estetoscópio e auscultar.

   

 

SINAIS VITAIS.

A temperatura corporal é proveniente do calor produzido pela atividade metabólica. Vários processos físicos e químicos promovem a produção ou perda de calor, mantendo o nosso organismo com temperatura mais ou menos constante, independente das variações do meio externo. O equilíbrio entre a produção e a perda de calor é controlado pelo hipotálamo: quando há necessidade de perda de calor, impulsos nervosos provocam vasodilatação periférica com aumento do fluxo sanguineo na superfície corporal e estimulação das glândulas sudoriporas, promovendo a saída de calor. Quando há necessidade de retenção de calor, estímulos nervosos provocam vasoconstrição periférica com diminuição  do sangue circulante local e, portanto, menor quantidade de calor é transportada e perdida na superfície corpórea.
ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DA TEMPERATURA
Fatores que reduzem ou aumentam a taxa metabólica levam respectivamente a uma diminuição ou aumento da temperatura corporal:
-         sono e repouso
-         idade
-         exercícios físicos
-         emoções
-         fator hormonal
-         em jovens, observam-se níveis aumentados de hormônios
-         desnutrição
-         banhos a temperaturas muito quentes ou frias podem provocar alterações transitórias da temperatura
-         agasalhos
-         fator alimentar

TEMPERATURA CORPORAL NORMAL
Em média, considera-se a temperatura oral como a normal 37ºC, sendo a temperatura axilar 0,6ºC mais baixa e a temperatura retal 0,6ºC mais alta.
 
TERMINOLOGIA
Hipotermia: temperatura abaixo do valor normal. Caracteriza-se por pele e extremidades frias, cianoses e tremores;
Hipertermia: aumento da temperatura corporal. É uma condição em que se verifica: pele quente e seca, sede, secura na boca, calafrios, dores musculares generalizadas, sensação de fraqueza, taquicardia, taquipnéia, cefaléia, delírios e até convulsões.

AVALIAÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL
O termômetro deve ser colocado em local onde existam rede vascular intensa ou grandes vasos sanguineos, e mantido por tempo suficiente para a correta leitura da temperatura. Os locais habitualmente utilizados para a verificação são: cavidade oral, retal e a região axilar.

TEMPO DE MANUTENÇÃO DO TERMÔMETRO NO PACIENTE
-         oral: 3 minutos
-         axilar: 03 a 05 minutos
-         retal: 3 minutos

PULSO
Toda vez que o sangue é laçado do ventrículo esquerdo para a aorta, a pressão e o volume provocam oscilações ritmadas em toda a extensão da parede arterial, evidenciadas quando se comprime moderadamente a artéria contra uma estrutura óssea.

LOCAIS DE VERIFICAÇÃO DO PULSO
Normalmente faz-se a verificação do pulso sobre a artéria radial. Artérias mais calibrosas como a carótida e femoral poderão facilitar o controle. Outras artérias, como a temporal, facial, braquial, poplítea e a dorsal do pé também possibilitam a verificação do pulso.

CARACTERISTICAS DO PULSO
-         Freqüência:
Varia de acordo com a idade e o sexo.
VALORES NORMAIS:
Recém nascido                            120 a 140
Lactente                                      100 a 120
Segunda infância e adolescência 80 a 100
Adulto                                            60 a 80
-         Volume
O volume de cada batimento cardíaco é igual em condições normais. Quando se exerce uma pressão moderada sobre a artéria e há certa dificuldade de obliterar a artéria, o pulso é denominado cheio, porém, se o volume é pequeno e a artéria fácil de ser obliterada tem-se o pulso fraco ou fino.
-         Ritmo
O intervalo de tempo entre os batimentos em condições normais é igual, e o ritmo nestas condições é denominado normal ou rítmico. O pulso irregular é chamado arrítmico.

TERMINOLOGIA
-         normocardia: freqüência normal;
-         bradicardia: freqüência abaixo do normal;
-         taquicardia: freqüência acima do normal
-         taquisfigmia: pulso fino e taquicardico;
-         bradisfigmia: pulso fino e bradicárdio.
 
RESPIRAÇÃO
Por meio da respiração é que se efetua a troca de gases dos alvéolos, transformando o sangue venoso rico em dióxido de carbono e o sangue arterial rico em oxigênio. O tronco cerebral é a sede do controle da respiração automática, porém recebe influencias do córtex cerebral, possibilitando também, em parte, um controle voluntário. Certos fatores, como exercícios físicos, emoções, choro, variações climáticas, drogas podem provocar alterações respiratórias.

VALORES NORMAIS
Recém nascido: 30 a 40 por minuto
Adulto: 14 a 20 por minuto

TERMINOLOGIA
-         bradpnéia: freqüência respiratória abaixo do normal;
-         taquipnéia: freqüência respiratória acima do normal;
-         dispnéia: dificuldade respiratória;
-         ortopnéia: respiração facilitada em posição vertical;
-         apnéia: parada respiratória;
-         respiração de Cheyne Stokes: caracteriza-se por aumento gradual na profundidade, seguido por decréscimo gradual na profundidade das respirações e, após, segue-se um período de apnéia.
-         Respiração estertorosa: respiração ruidosa.

PRESSÃO ARTERIAL
A pressão arterial reflete a tensão que o sangue exerce nas paredes das artérias. A medida da pressão arterial compreende a verificação da pressão máxima ou sistólica e a pressão mínima ou diastólica.
A pressão sistólica é a maior força exercida pelo batimento cardíaco; e a diastólica, a menor.

A PRESSÃO ARTERIAL DEPENDE DE:
-         Débito cardíaco: representa a quantidade de sangue ejetado do ventrículo esquerdo para o leito vascular em um minuto.
-         Resistência vascular periférica: determinada pelo lúmen (calibre), pela elasticidade dos vasos e pela viscosidade sanguinea.
-         Viscosidade do sangue: decorre das proteínas e elementos figurados do sangue.
A pressão sanguinea varia ao longo do ciclo vital, assim como ocorre com a respiração, temperatura e pulso.

VALORES NORMAIS
Em individuo adulto, são considerados normais os seguintes parâmetros:
-         pressão sistólica: de 90 a 140 mmhg
-         pressão diastólica: de 60 a 90 mmhg

TERMINOLOGIA
-         hipertensão arterial: significa pressão arterial elevada;
-         hipotensão arterial: pressão arterial abaixo do normal

LOCAIS PARA VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
-         nos membros superiores, através da artéria braquial;
-         nos membros inferiores, através da artéria poplítea.

MENSURAÇÃO DA ALTURA E DO PESO
A altura e o peso normalmente são verificados quando existe solicitação médica, não sendo incluídos como medidas de rotina na maioria das unidades de internação. A verificação da altura e do peso é muito importante, em pediatria, endocrinologia, nefrologia. Em certas condições patológicas, como no edema, o controle de peso é fundamental para subsidiar a conduta terapêutica.

TERMINOLOGIA
-         obesidade: aumento de tecido adiposo devido ao excessivo armazenamento de gordura;
-         caquexia: estado de extrema magreza, desnutrição.

OBSERVAÇÕES
-         pesar, de preferência sempre no mesmo horário;
-         pesar com mínimo de roupa;
-         pesar, se possível, antes do desjejum.

Dor: O Quinto Sinal Vital.
- Escalas unidimensionais
As escalas unidimensionais de dor, nas quais o paciente é questionado para descrever a intensidade de sua dor, podem ser de três tipos:

1. visual analógica: o paciente, através de uma régua, indica a intensidade de sua dor; em uma extremidade tem-se “ausência de dor” e na outra “a pior dor possível” (fig. 1).



2. numérica: o paciente quantifica a intensidade de sua dor em uma escala de 0 a 10.

3. categórica: o paciente classifica a sua dor como ausente, leve, moderada ou severa.

Estas escalas são confiáveis e válidas e podem ser usadas em associação com as recomendações analgésicas da OMS.(10) Trata-se de escalas que são freqüentemente empregadas em ambientes clínicos por serem de aplicação fácil e rápida. Particularmente, as escalas numérica e categórica são fáceis para os pacientes e, em geral, podem ser usadas para avaliar a severidade da dor tanto em ambulatórios quanto em hospitais. A escala categórica é facilmente entendida até mesmo por aqueles pacientes com déficit cognitivo.

- Escalas multidimensionais
Ferramentas de avaliação de dor detalhadas foram desenvolvidas para auxiliar o especialista a medir e avaliar o efeito da dor no humor, nas atividades diárias e na qualidade de vida - propriedades estas que a escala unidimensional não consegue detectar.(11) Entretanto, as escalas multidimensionais são mais difíceis para o paciente completar e, além disso, a influência da dor na vida do indivíduo pode ser avaliada por um histórico detalhado. Elas devem ser reservadas para situações específicas, como estudos científicos.

Algumas escalas multidimensionais incluem indicadores fisiológicos, comportamentais, contextuais e, também, os auto-registros por parte do paciente. Um exemplo é o Questionário de McGill, que utiliza palavras como descritores para a avaliação dos componentes sensorial, afetivo e avaliativo da dor.(12) Escalas de palavras afetivas que descrevem a experiência da dor são incluídas no questionário e podem detectar sinais de depressão.

Em resumo, atualmente a dor é considerada um sinal vital tão importante quanto os outros e deve sempre ser avaliada num ambiente clínico para se empreender um tratamento ou conduta terapêutica. A eficácia do tratamento e o seu seguimento dependem de uma avaliação e mensuração da dor confiável e válida.

Dada essa ênfase na mensuração e na avaliação da dor, entendemos que todas as escolas da área de saúde deveriam, urgentemente, implementar, em suas estruturas curriculares, disciplinas ou cursos com o propósito de ensinar e disseminar o uso desses instrumentos e/ou escalas de avaliação e mensuração da dor. 

MECÂNICA CORPORAL.

A boa mecânica corporal começa com a postura adequada. Existem sete posições BÁSICAS para o paciente acamado.

1- decúbito dorsal horizontal;

2- decúbito ventral;

3- decúbito lateral direito;

4- decúbito lateral esquerdo;

5- semi decúbito de fowler;

6- posição de sims;

7- posição sentado.

Outras posições:

- ginecológica;

- litotomia;

- genu- peitoral;

- trendelemburg;

- ereta.

LIMPEZA DE UNIDADE.

1. Limpeza diária ou concorrente

Entende-se por limpeza concorrente a higienização  diária de todas as  áreas do hospital, com o objetivo da manutenção do asseio, reposição de materiais de consumo como: sabão líquido, papel toalha, papel higiênico, saco para lixo. Inclui:

Limpeza de piso, remoção de poeira do mobiliário e peitoril, limpeza completa do sanitário;

Limpeza de todo o mobiliário da unidade (bancadas, mesa, cadeira), realizada pela equipe da unidade (ou pela equipe da higienização, quando devidamente orientada).

Obs.:

• A limpeza das superfícies horizontais deve ser repetida durante o dia, pois há acúmulo de partículas existentes no ar ou pela movimentação de pessoas;

• A limpeza ou desinfecção concorrente do colchão deve ser feita no período da manhã, durante a higiene do paciente.

Técnica:

Inicia-se do local mais limpo para o local mais sujo, ou do local menos contaminado de acordo com o “provável nível de sujidade ou contaminação”.

1º. Mobiliários;

2º. Parede;

3º. Piso.

Materiais: Baldes, panos e solução apropriada.

• Embeber o pano em solução apropriada;

• Esfregar a área a ser limpa sempre no mesmo sentido, do mais limpo ao mais sujo;

• Molhar o outro pano em água limpa (2º balde) e enxaguar;

• Molhar com o 3º pano no álcool e aplicar na superfície, deixar secar; 

• Friccionar com o 4º pano por 15 segundos em cada ponto;

• Limpar e guardar o material.

2. Limpeza ou desinfecção terminal

Entende-se por limpeza terminal a higienização completa das áreas do hospital e, às vezes, a desinfecção para a diminuição da sujidade e redução da população microbiana. É realizada de acordo com uma rotina pré-estabelecida, habitualmente, uma vez por semana ou quando necessário.

Além da limpeza da unidade outros mobiliários e equipamentos, que têm contato direto com o paciente, também devem ser limpos sempre que utilizados

(cadeira de rodas, maca e outros).

Consiste no método de limpeza ou desinfecção de mobiliário e material que compõem a unidade do paciente no hospital. É feita após a alta, transferência, óbitos ou longa permanência do paciente.

Executar a técnica com movimentos firmes, longos e em uma só direção.

Seguir os princípios:

• Do mais limpo para o mais sujo;

• Da esquerda para direita;

• De cima para baixo;

• Do distal para o proximal.

Utilizar um balde e um pano para ensaboar e outro balde e pano para enxaguar, deixando quase seco. No caso de desinfecção passar a solução uma vez.

Técnica:

Materiais: bandeja, 2 baldes com água e recipiente com pedaço de sabão

(para limpeza da unidade), 1 balde com solução desinfetante padronizada no hospital (para desinfecção da unidade), cuba-rim para lixo, papel toalha, luva de procedimentos. 

• Retirar a roupa, separando a leve da pesada, manuseando-a com cuidado, fazer um pacote e colocá-lo sobre a bandeja. Levar a roupa ao expurgo;

• Se houver comadre, papagaio, bacia e cuba-rim no quarto, enxaguar no banheiro e levar para o expurgo, lavá-las com água e sabão, secar e passar álcool 70%;

• Colocar a luva de procedimentos;

• Limpar a mesa de refeição;

• Limpar suporte de soro;

• Limpar a mesa de cabeceira, iniciar pela área externa (parte superior, laterais, atrás e frente), parte interna da gaveta (iniciando pelo fundo, laterais, chão e frente) e parte externa da gaveta (limpar apenas laterais). Parte interna da porta.

Parte interna da mesinha (iniciar pelo teto, fundo, laterais, prateleira do meio e parte inferior). Manter a porta fechada;

• Limpar um dos lados do travesseiro colocando o lado já limpo sobre a mesa de cabeceira, e proceder à limpeza do outro lado;

• Abrir o impermeável sobre o colchão e limpar a parte exposta, dobrar e limpar a outra parte exposta, colocando-a sobre o travesseiro;

• Limpar a face superior e lateral do colchão, no sentido da cabeceira para os pés;

• Colocar o colchão sobre a guarda aos pés da cama, expondo a metade inferior do estrado aos pés da cama e a metade posterior do colchão;

• Lavar cabeceira, grades e a parte exposta do estrado;

• Dobrar o colchão dos pés da cama para a cabeceira, limpando a parte inferior do estrado aos pés da cama e a metade posterior do colchão;

• Acionar a manivela para limpar a parte posterior do estrado nos pés da cama;

• Abaixar o estrado e colocar o colchão no lugar, na posição horizontal;

• Limpar os quatro pés da cama;

• Colocar sobre o colchão o impermeável e o travesseiro;

• Proceder a limpeza da cadeira, e a escadinha;

• Recolher o material utilizado e lavá-lo, retirar as luvas e lavar as mãos.

3. Limpeza e desinfecção dos artigos hospitalares

Os artigos hospitalares são manejados dentro do hospital como ferramentas para realização de diagnósticos e tratamentos, ou apoio para esses procedimentos.

Necessitam de controle apurado para o manejo, a fim de não comprometer a vida do paciente, disseminando a infecção hospitalar.

As ações que se realizam com estes artigos dependem de sua área de contato e do tipo de artigo hospitalar, realizando as limpezas simples, desinfecções e esterilizações.

As desinfecções de artigos hospitalares são realizadas de acordo com a classificação feita por SPAULDING, há mais de 2 décadas, os artigos hospitalares são classificados em: Críticos, Semicríticos e Não-críticos, baseado no grau de risco de infecção do uso destes itens.

Os artigos críticos são aqueles destinados a penetração, através de pele e mucosas, que entram em contato com tecidos estéreis do corpo humano, isentos de colonização. Exemplo: agulhas, materiais cirúrgicos, cateteres cardíacos e outros.

Os artigos semicríticos são aqueles que entram em contato com mucosas integras ou pele lesada. Exemplo: circuitos de terapia respiratória, endoscópios, tubos endotraqueais.

Os artigos não-críticos são aqueles que entram em contato apenas com a pele íntegra do paciente ou não entram em contato com ele. Exemplo: o material usado para higienização, termômetro, esfigmomanômetro, oxímetro de pulso, comadre, papagaio, entre outros.

Para os artigos não-críticos basta a limpeza com procedimento mínimo. Por limpeza entende-se a completa remoção da sujidade presente nos artigos, utilizando água, detergente e ação mecânica. Utilizando água morna e detergente enzimático potencializa-se a efetividade da limpeza.

Para os artigos semicríticos, além da limpeza, há a necessidade de complementar com a termodesinfecção ou desinfecção química de nível intermediário, no mínimo. A termodesinfecção faz-se por meio das lavadoras termodesinfectoras, que possuem programas que operam em temperaturas variadas como as de 70°C, 85°C, 92°C, 95°C, respectivamente, a um tempo de exposição decrescente. A desinfecção química pode ser feita imergindo o material em soluções à base de glutaraldeído a 2% por 20 a 30 minutos, ou ácido peracético a 0,2% por 10 minutos, atentando-se para indicações e contra-indicações para cada material.

Estas duas soluções garantem a desinfecção de alto nível, ou seja, além de virucida, bactericida, fungicida e micobactericida, é também parcialmente esporocida. Já outros germicidas como o álcool a 70%, hipoclorito de sódio a 1% e fenol sintético, são desinfetantes químicos sem ação esporocida, porém adequados para processar os artigos semicríticos, por serem desinfetantes de nível intermediário (virucida, bactericida, fungicida e micobactericida).

Para os artigos críticos, a esterilização é o procedimento aceito. Se o artigo for termorresistente, a autoclavação com pré-vácuo é o processo imbatível, pois é seguro, rápido, econômico, não-tóxico, e que permite ser seguramente monitorizado.

Se o artigo for termossensível, há que se recorrer à esterilização gasosa automatizada, por meio de óxido de etileno, plasma de peróxido de hidrogênio ou vapor à baixa temperatura com o gás formaldeído.